segunda-feira, abril 17, 2006

Processo de recuperação resumido

Então, eu disse que ia parar de postar aqui no blog, mas o fato é que eu acho importante esse espaço, nem que seja somente para mim mesma. Bem, vou usar o post de hoje para escrever como foi o meu processo de melhora (cura, como já escrevi anteriormente, acho que não existe não).

Mês 1 - Tive uma crise de uma virose maluca que me deixou toda ruim, comecei a ter náuseas o dia inteiro, não conseguia me concentrar em nada, nem estudar, nem trabalhar, nada nada de nada. Ia para o trabalho mas não falava com ninguém, ficava lutando contra a náusea o dia todo, todos os dias, era um saco. - mas neste mês eu realmente estava fisicamente doente!!! - ou seja, os sintomas faziam sentido...

Mês 2 - Comecei a desenvolver quadros de ansiedade e continuava acordando com náusea, parei de comer e mesmo assim tinha náuseas absurdas, comecei a perder dias de trabalho, depois semanas... Sair de casa era quase insuportável, já não trabalhava mais e nem fingia e muito menos tentava fazer alguma coisa, só queria ficar em casa, na minha cama, deitada. Ia pro trabalho, mas não fazia quase nada. Comecei a fazer exames mil pra ver o que afinal eu tinha, já que já tinha (supostamente) me recuperado da minha virose.

Mês 3 - Além da ansiedade e da náusea, me afastei de todos os meus amigos, só saía de casa pro trabalho e chegava atrasada e ia embora mais cedo, justamente por achar que eu ia ter um treco. Comecei a desenvolver pânico de ficar na rua, um negócio quase doentio, náusea o dia todo, vivia a base de plasil e dramin, com sacos plásticos e baldinhos por todo lado, sem me concentrar no trabalho, com palpitações, falta de ar, crises em que eu achava que ia enlouquecer ou morrer, sei lá, um desespero sem tamanho. Aqui a minha vida já beirava o insuportável e meus exames não acusavam nada além do óbvio: estava fraca por falta de alimentação balanceada... mas me diz: quem é que ia comer com tanta náusea?

Mês 4 - Completo desespero. Lá pelo meio desse mês eu me afastei do trabalho, também, estava um zumbi, quando ia pro trabalho (o que não era sempre) - eu não fazia nada, chegava a passar 3 horas do lado do banheiro, quando não ficava deitada no chão mesmo, na rua, uma loucura... Nos dias em que me afastei do trabalho, ou seja, ficava só em casa, desenvolvi depressão, não comia, não fazia nada de nada, ficava somente deitada na cama e de preferência sem trocar palavra alguma com pessoa alguma. Os meus dias eram de um desespero sem proporções aceitáveis, um caos completo e total. E eu não tinha nada, isso por si só me assustava. Não ter nada e ainda assim se sentir doente, desespero e mais desespero.

Mês 5 - Um pouco menos desesperada porque já não precisava sair de casa. Mas ainda assim horrível, um estado apático geral e náuseas permanentes. Comecei a comer mais, mas era aquela ansiedade sem fim algumas horas antes e após as refeições, chegava a dormir pra não correr o risco de me sentir mal, como se fosse adiantar alguma coisa.

Mês 6 - Início do meu tratamento, ainda muito ruim, mas melhorando. Retomei algumas das minhas atividades e fui colocando na cabeça que era uma coisa psicológica. Adotei aos poucos aquele esquema: "Se estou ruim, tomo logo um litro de água e fico perto do banheiro. Se for pra ser, vai ser". Tipo, meio que chutei o balde (eu penso assim, afinal, é assim que a gente fica menos ansioso) - mas ainda fazendo esse processo mental todo, eu estava no meio do caminho, me sentia estranha alternando com dias em que estava bem.

Mês 7 - O mês atual. Agora já me sinto bem quase que constantemente. Ainda tem uns dias em que eu fico meio ansiosa, mas é bem mais fácil pensar em outra coisa e melhorar rapidamente ou aceitar que se eu estiver doente eu estou e daí não há muito o que fazer. Mas já me alimento normalmente, já retomei todas as minhas atividades e outras mais, já tenho muita vontade de fazer as coisas e de sair e acho tudo muito legal. Quando fico mal, já não penso mais em correr pra minha cama, vou logo me distraindo, busco fazer outra coisa e assim controlo 98% do meu medo, ansiedade e pânico que a emeto causa. Digo 98% porque se um dia eu estiver realmente doente, então não sei como irei reagir novamente, mas por enquanto voltei a viver sem tanto medo. Estou acostumada com o meu medo e lutando contra ele. Isso por si só já é uma grande conquista.

Bem, agora é seguir a vida, devagarzinho, sem tanto medo e desespero, isso é ruim e faz mal.

domingo, abril 16, 2006

Estou parando temporariamente de atualizar o blog

porque me considero 98% bem e então fica meio inútil escrever aqui. Não quero escrever sobre o quão bem estou e tudo mais. Se voltar a ficar mal, então o blog continua... Se alguém passar por aqui e quiser ajuda, então o blog continua...

Até lá, um abraço a todos

segunda-feira, abril 10, 2006

existirá e toda raça então experimentará para todo mal a cura!

Pois é. Essas duas últimas semanas foram boas, passei bem, estou feliz, não tenho muito o que dizer. Estou retomando a vida do jeitinho que ela era e isso me deixa alegre, mas ando preocupada com a anônima daqui que não deu mais notícias... Nem por mail. Como foi a endo? Tudo bem?

Conta aí!

sábado, abril 01, 2006

Bem, hoje é sábado e eu acordei meio ruinzinha. Siim, a emeto batendo na porta, mas posso dizer com segurança que o meu ruinzinha nem chega aos pés do ruinzinha de antes, ou seja, senti um leve desconforto até agora, mas muito leve! ainda assim, almocei bem, tomei café bem e estou o dia todo (até agora) fazendo trabalhos pra faculdade. Não precisei me deitar na cama, nem ficar pensando nisso o dia todo. Agora vou parar de trabalhar e ver se dou uma saída, tomo um sorvete, enfim, esqueço até desse leve mal-estar!

Mas eu estou feliz, superando tudo. Outro dia estava falando com minha psi que eu achava que a gente nunca se cura de uma fobia. aí ela me disse: "É. É verdade. Mas a gente certamente pode aprender a conviver bem com ela, assim como estás fazendo."

Aí eu perguntei: "Mas e se acontecer um ap. traumático denovo e me der tudo denovo?"

Ela: "É um risco, mas eu acho difícil, já que estás vendo que podes superar isso tudo, basta querer. E podes ajudar outros que se sentem como tu"

É isso mesmo que quero fazer! :)
aliás, lembram q ela tinha me indicado tomar paroxetina ou sertralina pras crises de depressão e ansiedade? eu nem tinha começado a tomar e ela já mandou nem começar. Não estou precisando, segundo ela. Ainda que ontem eu fiquei sabendo de uma nptícia muito muito ruim e muito muito triste, isso não me afetou mais do que eu esperava, com esse mal estar fraco de hoje e uma tristeza, mas que já está passando, ou seja, estou aprendendo a lidar com as coisas.

ainda sobre isso: tratamento psicoterápico sem remédios pode ajudar sim. basta boa vontade do paciente. Já exitem pesquisas que apontam que pessoas tomando anti-depressivos e outras que se tratam somente com psicoterapia, depois de um certo tempo apontaram o mesmo nível de serotonina no cérebro, logo.... vambora!

E agora, minha querida Anônima:

Ei, ó: o que eu acho primordial pra ti: Não se desespera, porque tuas sensações são pioradas em 50%. Primeiro vamos encarar a endo e ver o que está acontecendo. Pode ser que tenha alguma coisa e você só precise de um remédio pra se tratar. Mas pode ser que não. Aliás, a faculdade é o que menos importa agora sabe, o que importa é a tua saúde, afinal, a faculdade vai estar lá ano que vem ou no outro, mas você tem que estar bem pra poder aproveitá-la. Então, se tu sentir necessário, tranque-a. Sabe, eu me afastei do trab justamente porque não conseguia fazer nada lá, isso quando eu conseguia ir até lá. E foi a melhor coisa que eu fiz pra me tratar, já que podia me afastar, me afastei.

Parece que você anda mais ou menos como eu há pouco tempo. Triste demais, sem vontade de sair da cama. Isso é a depressão que está pegando já que a vida de um emeto em crise é um caos, consequencia natural. Mas tens que tentar te animar, nem que seja um pouco. Come chocolate, que tem serotonina naturalmente, quem sabe você se anima um cadinho por dia. Converse com pessoas, não fique sozinha não! É bem difícil, eu sei.

A endo não é tão ruim. Você fica dopada e não sente nada, o comprimido que ele vai te dar vai te deixar meio apagadona e talvez tu até durma (eu dormi). Pensa que se der ânsia, tu não faz, só tenta não antecipar o sofrimento. Explica pra ele como tu se sente qdo tu chegar lá, certamente ele vai te explicar direitinho (antes do procedimento) o efeito do remédio e o que tu pode fazer pra ficar menos nervosa.

Eu também sempre fui fraca pra doenças, parece que temos muita coisa em comum. Mas pensa que tem tanta gente que sofre mais do que nós com outras coisas graves, então temos que pensar que vamos ficar curadas e que sairemos bem dessa. O Pode até parecer clichê, mas o principal aqui é tu ter uma atitude positiva em relação as coisas a tua volta. Vai pra facul carregando um saco de lixo, quem sabe e garrafinhas de água (eu tô nessa fase). Ache saídas que te acalmem um pouco. leia sobre o assunto, escreva o que sente, assim como eu faço. ajuda, e muito, principalmente quando se encontra pessoas com quem se pode conversar e ajudar!

Se quiseres postar aqui no blog, o espaço está aberto, eu te cadastro como colaboradora e tu pode desabafar! Outro dia comentei sobre você com a minha psi e ela disse que uma grande ajuda pra você talvez seja conversar com quem está se tratando e curando pra você ver como tudo isso tem solução.

Podes me mandar mail - aí quem sabe a gente se fala por msn (não vou te passar o contato por aqui) ou troca mais idéias que talvez tu não queira falar aqui por ser público, anota aí: webzoe@gmail.com

quinta-feira, março 30, 2006

Mais uma semana, mais uma conquista

Então, está quase chegando a sexta feira e eu estou bem contente. Essa semana eu passei ótima, comi bem, fiz muitas coisas que já não estava mais acostumada. Jantei fora três dias, almocei no restaurante que eu sempre associava a comida estragada e fiquei bem. Tive uma certa ansiedade para ir lá, mas fui e foi tranquilo.

Estou bem satisfeita com o fato de que eu estou sendo forte e ltando contra isso. Mesmo! Até tomei champagne sem medos!


Pois é, tem gente que passa por essas coisas que eu passei e pode ser que não seja o mesmo que eu, como pode ser o caso da anônima que me visita aqui. Sabe, quando eu comecei a ter as minhas coisas (crises), fui fazer todos os exames possíveis e imagináveis, cheguei a pensar em tudo, até algo muito grave. Mas cada vez que eu recebia resultados e estava tudo perfeito, ou seja, eu não tinha nada, me espantava e ficava doida, pensando o que raios me fazia tão mal.
Ou seja, no meu caso era trauma puramente psicológico mesmo!

Então, se fizeres a endo (que não é tão ruim, você é praticamente dopado pra fazer o exame) e não acusar nada, não se desespera, pensa pelo lado bom, é psicológico, mas tem cura! Agora eu tenho acreditado mais do que nunca nisso!

E o legal é que eu consigo me ver em ti, sabe? Tipo, eu também nunca falei na emeto porque também aqui em casa diriam que é pura frescura, que é coisa de louco e sei lá mais o que. Mas sabe, esse é justamente o lado bom da psi, ela (ou ele) vai te ouvir e vai ser uma pessoa neutra, que não vai te recriminar nem nada. Justamente por tudo isso também criei o blog aqui. E fiquei muito feliz em encontrar alguém que possa ler aqui e no futuro estar como eu, legal, feliz e livre das sensações ruins que estás passando.

Claro que podemos falar por mail ou msn sim. A gente precisa se ajudar e pode ter certeza que em mim encontrarás uma pessoa aliada que entende perfeitamente tudo que você está passando. Se quiser escrever pra desabafar, te convido a participar do blog e juntas a gente pode ajudar mais gente!

Um abração!




segunda-feira, março 27, 2006

Curiosidades e dicas úteis ou não

Essa é uma compilação de pesquisas e informações que eu encontrei sobre o problema. Resolvi colocar aqui porque talvez possa ajudar alguém. Nunca se sabe, né? Ou como uma forma de se ler a respeito e obter mais informações: [com comentários meus em itálico]

Mas aviso antes: é meio trash ler tudo, então, se ler sobre o assunto é um problema, pule este post.

Constatações de uma pesquisa (feita nos EUA há algum tempo):
1. Geralmente as pessoas normais lutam contra a náusea por cerca de 33 minutos antes de desistirem e tentarem acelerar o processo para que termine (leia-se: deixarem rolar).
2. Os emetofóbicos lutam por um período entre 5 e 20 horas. [o que é ruim, porque 75% da náusea é psicológica de ansiedade e estresse.]
3. Segundo a pesquisa, sentir náusea é considerado pior do que o episódio de vômito em si, já que a náusea afeta a qualidade de vida da pessoa. (63% preferem vomitar a sentir náusea) [Será?]

Como sobreviver a uma náusea (e como saber se é psicológico ou não):
1. Tente relaxar (isso ajuda a controlar a ansiedade)
2. Tome alguns poucos goles de água e somente água (segundo os médicos isso ajuda a analisar como está o seu termômetro emético: se você se sentir pior, pare e continue tentando relaxar, está num grau elevado de náusea (provavelmente não psicológica) e é quase inevitável. Se você for melhorando então vá tomando água devagar e aos pouquinhos, isso pode te fazer melhorar) [esse funciona mesmo]
3. Tome coca cola quente (tem uma tal substância que acalma o estômago e o esôfago). [éca]
4. Chupe gelo [nunca vi ninguém fazer isso na vida - será que ajuda?]
5. Antieméticos (plasil e dramin) são indicados em casos de doenças viróticas ou episódios de vômitos seguidos.
Nesses casos são até aconselhados já que o vômito é causado por vírus e ajudam a pessoa a relaxar e se sentir confortável. Vômitos seguidos acontecem em sequência, geralmente com 20 minutos de intervalo entre os episódios.

Se funcionar, ótimo já que não vomitar, mesmo em casos de comida estragada, não te faz mal. Se a náusea chegou, já é tarde pra combater a bactéria que está no seu organismo sem remédios. Vomitar ou não não fará a menor diferença em termos fisiológicos de doença. Agora, se nada disso for te acalmando e diminuindo a náusea, tente vomitar logo, pra acabar com o mal de uma vez. Como?

Antes de tudo lembre-se: não é indicado forçar o vômito porque machuca o corpo e pode causar mais náusea.

1. Tome antiácidos (eles são placebo, mas podem acarretar a reação final ou aumentar a náusea a níveis insuportáveis para acelerar o processo) [em casos de náusea psicológica eles ajudam, mas a questão é, como saber se sua náusea é psicológica??? Enfim, meu conselho: não arrisque]
2. Como é melhor ter conteúdo no estômago nessas horas, tomar um copo cheio de água pode ajudar, ou seja, se você está muito mal e a água te faz piorar, tome muita. Você enche o estômago e força tudo que está incomodando a sair
3. Se está num ponto em que é quase inevitável, então já estás atento aos movimentos do corpo e a respiração. Provavelmente já está respirando menos profundamente pra não irritar o diafragma. Então está a dica, irrite o diafragma, respire bem fundo e o vômito provavelmente acontecerá muito rapidamente meeesmo. [nem pensar, eu continuo lutando sempre!!!]

Tá, infelizmente aconteceu, então o que fazer depois?
1. Espere uma hora até tomar água ou líquidos em geral, estômago irritado expulsa até água logo depois de ingerida. Depois de algumas horas sem episódios de náusea ou recorrências, tome líquidos leves como água, sopas leves e bem líquidas ou suco de maçã. Nunca café!
2. Se melhorar o seu bem estar, descanse, relaxe e depois de decorrido bastante tempo, geralmente umas 12 horas ou um pouco mais, comece a se alimentar por sólidos leves e nutritivos, como banana, arroz, maçã e torradas. Só passe para comidas mais pesadas gradualmente e após decorridas 24hrs sem episódios de náusea.
3. Se não, se os episódios se repetirem mais de 4 vezes, tome um antiemético assim que o espaçamento entre os episódios for aumentando ou chame um atendimento de emergência para que seja aplicada uma injeção muscular de antiemético (senão você pode eliminá-lo no próximo episódio) - neste caso, você provavelmente tem uma infecção viral e os episódios podem se repetir por períodos de 3 até 7 dias. É raro que durem mais tempo, mas pode acontecer.

Enfim, era isso
a quem interessar possa...

O primeiro Dramin a gente nunca esquece. Não tem como!

Li esse depoimento outro dia, que expressa bem o que eu sentia faz alguns meses e sinto de vez em quando ainda:

"Vocês tem medo de sair?
tipo tem alguns lugares que eu vou, me bate logo um medo de ir, pelo medo que eu tenho de ficar enjoada lá, e ter que sair correndo pra casa,apesar de ter feito isso varias vezes,sempre chego em casa e consigo ficar beleza,e nunca vomitei!! também acho muito chato ficar contando isso pra todo mundo que eu tenho que conviver no meu circulo social.. mas quando eu tou num lugar onde num posso sair a hora que eu quero rodeada de pessoas que num sabe do meu problema... bate logo o desespero, e sempre vem o tal do enjoo!! "

Eu era igual. Igualzinha! Pois é... por isso que para as pessoas que são como eu, existem dois remédios que todo mundo já ouviu falar: Dramin e Plasil. São remédios pra evitar enjoos. O fato é que cada um tem seus efeitos. O Dramin ainda existe em duas versões: o branco (100mg) e o rosa (50mg, com vitamina B6, indicado para mulheres grávidas)

Bem, a primeira vez que eu tomei um Dramin foi o branco (100mg), foi assim: um belo dia, no intervalo do almoço lá do trabalho, eu comecei a ficar mal no restaurante. Aí pensei (já que o restaurante tinha umas mesas que eram na rua): "Vou ir me sentar na rua, não faço escândalo, vai passar e eu conseguirei comer". Ledo engano, eu só ficava pior. Estava lá meu prato servido e eu ali, sem saber o que fazer e sem querer ir embora, mas com muito medo de vomitar ali mesmo e todas aquelas coisas. Mas enfim, como estava ficando uma situação insuportável, levantei, paguei a conta (sem comer nada) e fui embora. No caminho de volta pro trabalho, tomei um comprimido de Dramin.

Eis que uns 40 minutos depois o negócio foi ficando trash. Tipo, eu comecei a ficar com sono, muito sono, mas sono mesmo, daqueles de o olho já ir fechando meio que sem controle (e eu estava no meio de uma reunião importante nessa hora...). Achei que teria só sono, mas não. Tontura, muita tontura e moleza. Eu me sentia como se estivesse bêbada. Respondia fora de hora na reunião, pendia para os lados e não olhava pra tela do computador, olhava para o lado, já que eu estava tonta. A reunião terminou e nada de eu melhorar. Tonta e com um sono incontrolável, tive que esperar até umas 18:30hrs pra dirigir pra casa. Aí eu tava ainda muito sonolenta, mas já estava menos lerda e menos descordenada e tonta. Chegando em casa, 19:20 (sim, eu demorei quase uma hora pra ir em casa, um caminho que leva normalmente 20 ou 25 minutos) eu dormi direto, até as 10 do outro dia e ainda me atrasei no trabalho (ou seja, dormi 14 horas e meia). Não ouvi despertador tocar, não ouvi nada, simplesmente do jeito que caí na cama eu fiquei. Foi muito trash, juro que quem me via devia achar que eu tinha bebido muito destilado, mas muito mesmo, eu nem caminhava muito porque tinha a sensação que ia cair no chão a qualquer momento. (no trabalho, encerraram a reunião por causa do meu estado e eu fui dormir na minha mesa, hahahahaha - dormi por umas duas horas até alguém ir e me cutucar pra levantar e ir pra casa, mas eu não podia ir pra casa, tinha que dirigir e ia dormir no caminho ou bater porque tava tonta demais, então fiquei viajando, meio que sonhando acordada até o efeito diminuir. - Tomei o comprimido as 12:10 e só consegui ir em casa as 18:30, 18:40 +-)

Vou tentar resumir o que senti:
1. pernas bambas
2. me senti meio fora do mundo
3. tive muita dificuldade de me concentrar
4. movimentos lerdos demais
5. comecei a falar enrolado (como se estivesse bêbada)
6. sono incontrolável
7. tontura e dificuldade de me manter em pé
8. sensação de estar flutuando
9. (esse foi o mais maluco, mas é entendível) -> depois disso tudo eu já não falava nada com nada, assim, meio que respondia coisas que tinham me perguntado meia hora antes porque eu demorava pra entender que alguém estava falando comigo e pensar no que falar, eu estava muito lerda, raciocinando muito devagar.

Bem, desde então, só plasil. Dramin só quando o enjoo é muito trash e eu sei que vou poder ficar em casa pra dormir. O plasil pra mim é bom, faz tanto efeito quanto o dramin mas não me dá os mesmos efeitos colaterais. Eu fico mais lerda, mas consigo conversar e fazer as coisas normalmente.

Mas aí é que está a coisa: tem gente que é bem alérgico ao plasil e tem gente pra qual o remédio (plasil) deixa de fazer efeito quando se toma muito seguido. Eu, graças a deus, tenho tomado pouquíssimo, a última vez fazem dois meses (então, quando fico muito ansiosa e com medo e preciso tomar, ainda faz efeito só com o comprimidinho básico). Tento me controlar de outra maneira. Acho que esses remédios em excesso devem fazer mal.

Mas aí a gente vê umas histórias de gente que toma 5, 10 ou até mesmo 16 comprimidos direto. Ficam doidos, tem alucinações e tal (pelo menos é o que dizem), dormem umas 40 horas direto. Eu acredito, olha o que um já me fez...
Porém, eu fico meio preocupada. Eu acho que tem gente que já viciou em dramin, e tem gente que acha um barato ficar viajando quando toma ele.
Por isso só tomo em viagens ou com muito enjoo e olhe lá. Se um dia esses remédios pararem de fazer efeito em mim sei lá. Mas não tomaria 10 ou 16 acho que escolheria encarar o mal-estar todo. Morro de medo dessas coisas e fico abismada quando vejo histórias de quem bebe todas pra tomar dramin na sequência. gente, isso faz mal, certamente!

domingo, março 26, 2006

Para o anônimo que comentou dia 23 de março

Olha só, fico feliz que você esteja lendo meu blog e tenha comentado, foi pra isso mesmo que eu criei. Quero que as pessoas que sofrem como a gente possam ler também e melhorar do problema, para ter qualidade de vida e viverem bem. Não dá pra viver com medo, com medo de ficar mal, de vomitar, de ficar doente... de morrer, sei lá. Quando conversei sobre isso com a minha psiquiatra, que eu chamo carinhosamente de psi, ela me disse apenas: "Qualquer tipo de medo impede a gente de viver bem. O pior é o medo de morrer, que é a mesma coisa que o medo de viver. O teu medo é ruim, te gera muitos outros medos que te atrapalham, te deixam deprimida e triste, essa é a vida que tu quer ter? Eu vou te ajudar a passar por isso, mas tu me ajuda também"

E acredita, eu me sentia como tu relatou. Também era desde pequena emetofóbica, mas nunca tinha atrapalhado minha vida. Até que passei por um episódio horrível envolvendo vomitar (poucos meses atrás) que foi o caos, fiquei mal, muito mal. E desde então eu tinha uma vida insuportável. Acordava enjoada, com náusea, sem vontade de sair da cama, de me arrumar, de não fazer nada. Surtava e ficava desesperada quando saía pra trabalhar, precisei me afastar do trabalho. Sentia náuseas o dia todo, simplesmente não conseguia dormir, ficava mal, passava noites em claro, me afastei de todos os meus amigos (porque não conseguia sair) e me tranquei em casa. Não conseguia sair de casa, não conseguia falar com ninguém, comecei a perder cabelo (porque quase não comia nada por medo), tinha medo de tudo, só tomava água e vivia de sopas. Um horror. Ficava irritada fácil e passava muito tempo triste, triste mesmo.

Então resolvi abrir os olhos e vi que eu não podia estar bem e resolvi fazer alguma coisa. Primeiro comecei a botar na cabeça que eu ia sair dessa, mas só isso, embora ajudando, não estava sendo no ritmo que eu precisava, eram avanços muito lentos, lutas internas pra me convencer de que eu não tinha nada e era só psicológico. Então resolvi ir na psiquiatra. E desde então tenho observado muitos avanços. Me sinto mais animada, me sinto bem comigo mesma, tenho conseguido sair de casa, já fazem dois meses que não tomo plasil. Ando com saco plástico e plasil comigo, mas não uso e as vezes até me esqueço que estão comigo onde eu vou.

Então eu posso te dar um conselho de quem passou/está passando por isso: procure ajuda. Comigo isso funciona, eu posso falar sobre meus medos e tudo e discutindo isso eu começo a perceber que tenho que relaxar e ver que eu sou mais forte que tudo isso. Não digo que é fácil, tenho recaídas, fico mal as vezes, mas não tenho náuseas todos os dias, 24 horas por dia. Não deixo mais de comer. Vou tentando sair dessa, vou procurando caminhos e sei que tenho ajuda. É bem mai sfácil quando alguém te escuta e não te recrimina, apenas te questiona e te ajuda só pelo fato de te ouvir e se mostrar interessado em te ajudar. E alguém neutro.

Espero que tu consiga ficar bem, como eu tenho conseguido. E fale aqui comigo, sempre que precisar. Ahh, e pode ter certeza de que não está sozinho(a). Muitas pessoas sofrem com isso, mas isso tem cura e eu espero que tanto eu quanto tu possamos chegar lá. E ajudar outros que passam por isso.

Fique bem. Torço por ti!

Fim de semana bom demais

Eu devo estar uns 88% melhor, eu acho, ou ando cantando vitória antes do tempo... (o que meio que me assusta) - mas diz a minha psi e meu gastro: "Não sofra por antecedência, deixa acontecer, antes de se preocupar"

Tive um fim de semana bom, saí de casa, comi muito, não tive medo. na verdade, tive medo qdo eu vi meu amor passar mal no sábado. Mas aguentei brava e forte, as pernas tremendo, eu quase surtando, mas aguentei firme. Não consegui ver, mas tentei pensar em qualquer outra coisa! E deu resultado, não tive náusea! Até tive, mas uns 30% comparado ao que eu andava tendo.

Vou ter que relatar isso pra psi essa semana, ela vai ficar felizona, eu acho!
Bem, acho que meu tratamento anda dando resultado. Acho mesmo. Aconselho a quem esteja passando por isso que lê este blog, que procure uma psi. Pra ter uma idéia, tô feliz hoje como fazia tempo eu não ficava (sem paroxetina e nem sertralina - porque não comecei a tomar ainda!) e fiquei bem e animada!

Eu consegui passear, na sexta a noite eu saí e comi sorvete num barzinho, no sábado eu dirigi até um salão de beleza e em arrumei toda, no sábado a noite fui em uma festa e voltei mais cedo, mas estava lá firme e forte e bem! E hoje eu fiquei bem também, comi sorvete, comi na rua, na casa do meu amor e estou aqui tranquila, animada e contente! Posso afirmar que depois de 5 meses eu não senti enjoo nenhum e tô feliz, pra cima e alto astral. Comi bombom, bolacha, mousse sem me preocupar em ver tudo de todos os jeitos.

Pode ser que seja passageiro, quando começar a trabalhar eu quero ver como vai ser, mas tô alegre e bem e me sentindo feliz! E louca pra ver minha psi denovo. Posso falar todos os meus medos pra ela sem angústias, sem neuroses e sem medos!

Viva!

quinta-feira, março 23, 2006

Atualizando...

Ontem eu me surpreendi, isso seria um sinal de recuperação? Consegui fazer coisas durante a tarde. Em casa, sim, mas já não fiquei o dia todo deitada e inclusive saí de casa mais tarde. Só para dar uma carona, mas saí e tudo normal. Jantei bem, comi massa e galinha e fiquei bem! Tive uma ótima noite de sono!

Hoje também foi um dia tranquilo. Nada de náusea. Consegui fazer coisas outra vez. Estou animada! Quem sabe eu esteja melhorando. Porém, tenho que considerar o conforto da minha casa. Mas comi bem também e estou bem até agora, sem sinal de enjôo.

Ainda bem, mas amanhã é um novo dia e eu vou me forçar a sair de casa pra ver se tudo continua bem!

quarta-feira, março 22, 2006

O antes e o depois...

Então. Hoje (por enquanto - agora 13:23) tive um dia mais ou menos tranquilo. Saí e fiz o que tinha que fazer, entenda-se: meus compromissos normais (pra quem não sabe, não estou trabalhando no momento, justamente por causa do meu problema, embora tenha alguns compromissos no trabalho que preciso ir duas vezes por semana). Dormi muito bem de ontem para hoje e acordei com sono. Mesmo assim fui atender aos compromissos. Não fiquei ansiosa para sair de casa, mas claro, ainda saio carregando meus remédios (plasil, dramin e derivados) e sacos pro caso de emergências. Me alimentei bem também, no café tomei uma xícara de leite e um sanduíche e no almoço comi feijão, arroz, batata frita, enfim... mas comi em casa... o que faz toda a diferença no quesito ansiedade e medo.


Espero ter uma tarde tranquila, acabei de almoçar. Pretendo sair da moleza que me encontro e fazer algumas coisas que preciso. Vamos ver se terei vontade.
Isso é uma das coisas em que esse medo todo me prejudica...

Aliás, isso é uma coisa interessante, vou contar um pouco como eu era e como eu estou, o que eu noto de mudanças pra fins de contexto:

Como eu era antes: Eu sempre levei uma vida normal. No trabalho, alternava períodos em que gostava de ir trabalhar (meeesmo) e outros em que acordava pensando: "Que droga, eu bem que podia ficar em casa toda essa semana" ou "precisava de um mês de férias". Mas ia igual, passava um dia normal, no sentido de fazer o que tinha que fazer e ficar imensamente feliz nas horas próximas ao final do expediente. Nunca fui muito de sair, gostava de sair pra jantar, mas não em festas e coisa e tal. Então eu saía uma vez ou duas por semana (pra jantar) e no final de semana ia a uma festinha, ou ao parque, ou a algum happy hour (mas adorava as horas de ócio esticadas na cama). Sempre senti sono, em qualquer cantinho eu durmo e sempre gostei de me jogar na minha cama e ficar não fazendo nada. Mas gostava de fazer planos, inventar coisas... Adorava andar arrumada e conversar muito com muita gente.

Hoje em dia: eu tenho muito sono, mas muito mesmo. Tipo, eu acordo com sono (não importando quantas horas eu dormi) e não vejo a hora de dormir outra vez. Tenho medo de comer e fico ansiosa quando preciso comer fora de casa. Recuso convites para jantar fora, não tenho mais vontade de sair, também não tenho vontade de me arrumar, sinto indiferença em relação a tudo. Quando preciso sair, fico com medo de passar mal, aí vem o medo de me arrumar - tipo, pra que colocar uma roupa bonita e sujar tudo? - e o medo de sair - tipo, sujar outras pessoas ou lugares, ou passar mal no meio de um restaurante e não me segurar. Em casa é meio raro eu ficar com esse medo, mas saindo da minha zona de conforto, o medo vem com tudo. E aí começam as minhas náuseas. Só sossego quando chego em casa e deito na cama. As vezes sinto que eu, na verdade, não sinto nada. É como se tudo fosse indiferente. Assim que sou hoje. Mas não choro pelos cantos, só que eu tenho preferido ficar mais sozinha, sem falar muito e sem fazer muita coisa na rua (sem correr o risco de dar escândalo vomitando). Em casa gosto de ficar sossegada, deitada, quieta. Nunca fui de ficar rindo a toa, então não noto grandes mudanças. Enfim, eu queria ter menos sono e mais vontade de fazer as coisas, mas sempre fui preguiçosa - só que um pouco menos do que agora. Prefiro não ir encontrar amigos em um barzinho pra não me sentir mal e ter náuseas, aliás, odeio sentir náuseas! Tenho horror só de pensar! E quando as tenho, bloqueio, não consigo fazer mais nada além de ficar nervosa e suando como uma doida.

Mas sinceramente, não acho que minha personalidade tenha mudado, acho que o medo tem me impedido de levar a vida que eu levava. Mas é difícil retomar a vontade, meu nível de energia tem sido muito baixo. Só o fato de eu dormir tanto me assusta. Eu poderia dormir uns três dias seguidos, eu acho.

Acho que toda essa falta de energia é consequência da "metô" (emetofobia), da má alimentação e só! Será? Minha psi acha que tem algo além disso, eu não sei o que dizer, mas acredito que não. Veremos!

terça-feira, março 21, 2006

Começando...

Bem, meu nome é Zoe e resolvi criar este blog porque eu sofro de uma coisa que atrapalha minha vida: o medo de vomitar. Isso mesmo. Sempre tive medo, mas isso ficou insuportável faz algum tempo. Há alguns meses passei por um episódio ruim envolvendo este ato supracitado e pronto. A partir daquele dia esse pavor ficou horrível, tipo, não consigo parar de pensar nisso e acabo tendo náuseas todos os dias por não conseguir parar de pensar nisso. Olhando lá e cá, meio que descobri o que tenho. Esse pavor de vomitar se chama emetofobia.

'A emetofobia é o medo excessivo ou irracional de vomitar. É uma fobia bastante comum. Em pesquisas realizadas nos Estados Unidos, foi constatado que cerca de 6% da população tem medo de vomitar, embora uma porção bem menor realmente sofra de emetofobia, que se manifesta através de comportamentos fóbicos.'

Então, como isso começou a atrapalhar muito a minha vida, resolvi me tratar. Procurei um psiquiatra. E vou relatando aqui o que for acontecendo, sei lá, é uma maneira de eu conversar com alguém sobre isso, no caso, o meu computador. (muitas pessoas não entendem e dizem que é pura bobagem da nossa cabeça, o que não deixa de ser verdade, mas existe e é um fato que deve ser tratado)

Pra começar, vai o relato da minha segunda consulta. (não lembro bem da primeira, só lembro que foi trash, não estava acostumada a falar sobre as coisas com um estranho - então vai a segunda mesmo, mais recente, me lembro bem). Não entendo o que a psiquiatra quer descobrir e tudo mais com esse monte de perguntas que faz e me faz falar sobre a minha vida e tudo mais. Mesmo eu tendo dito com todas as letras que eu tenho medo de vomitar e isso acaba me fazendo sentir náusea, ela quer saber mais e mais. Vai entender. Enfim, ela me indicou uns anti-depressivos, mas eu não acho que esteja depressiva, eu tenho medo de vomitar e só. Se eu tivesse garantia de que não iria vomitar, então iria estar tudo bem. Hoje ela me perguntou como foi minha semana, o que eu fiz, como me senti, falamos sobre trabalho e aí acabou o tempo da consulta.

Ela receitou paroxetina (cebrilin ou pondera - 10mg) e sertralina (zoloft - 25mg), pra eu escolher um deles e tomar. Mas eu leio depoimentos das pessoas que fazem uso de tais medicamentos e parece tudo tão esquisito… elas sentem enjoo qdo tomam e náusea. Se eu odeio a náusea, óbvio que não vou tomar o treco, né? Claro que parecem ser efeitos colaterais que desaparecem rápido (15 dias é rápido???), mas… enfim. O que me intriga é que elas não dizem o que sentiam antes dos medicamentos. Eu sei bem o que sentia e fico pensando que não é a mesma coisa, mas vai saber!

As vezes eu fico pensando que a gente pode lutar contra isso sem esses medicamentos. Tipo, o que é estar deprimido? Medo de vomitar é ficar deprimido? Eu não sou deprimida, apenas tenho medo de ficar mal e essas coisas, sabe? Eu não sou uma pessoa agressiva, não tenho vontade de bater em ninguém. Eu simplesmente tenho medo de passar mal. Ponto final. Eu fico sem vontade de sair de casa e de me arrumar e de fazer qualquer coisa justamente por causa do medo de passar mal e vomitar, ou seja, meu problema é a fobia, a emetofobia.

Então o blog é pra isso: pra conseguir acompanhar quando tô bem, quando tô mal, o que eu sinto a cada hora e porque, o que ocasiona eu ficar mal, o que me desepera… Quem sabe isso não me ajuda? Quem sabe eu percebo que é só coisa da minha cabeça? Não custa tentar, né?

Mas mudando de assunto, tive um dia tranquilo. Acordei e passei bem. Me deu um pouco de ansiedade quando tive que sair de casa, mas depois foi passando. Na verdade, ao chegar no consultório da psi e eu já tava bem e tranquila. Fiquei meio ruim na hora de sair, pensando: será que vou passar mal? Mas aí não passei mal, tentei me concentrar em outra coisa e consegui. Li uma revista e fui me distraindo aos poucos. Claro que saí com saquinho comigo pro caso de algo acontecer, mas... isso ajuda a me acalmar! Comi bem o dia todo e estou bem agora também. estou longe da época em que não conseguia comer nada, mas ainda sou extremamente seletiva e não consigo comer qquer coisa não.

Mas esse é um comportamento típico: 'Pessoas que sofrem de emetofobia são conhecidas por se manterem afastadas de pessoas que podem estar doentes, de modo a evitar a presença em lugares onde pessoas podem vir a vomitar, e acima de tudo, são conhecidas por manterem hábitos alimentares ultra-cuidadosos de forma a minimizar a possibilidade de vômito. Muitos deles comem pouco e de forma bastante seletiva, e evitam não só uma comida que os tenham feito vomitar um dia mas qualquer comida que tenha sido a causa do vômito de qualquer pessoa.'

Quando contei para a psi que fiquei mal antes de ir vê-la pensando em vomitar e que um dos meus medos era vomitar no carpete lindo azul dela, aí ela me disse: “Eu corro esse risco. Aliás, todos nós corremos, somos humanos. Se acontecer, paciência. Troca-se o carpete!”. Fiquei impressionada com a calma dela, mesmo! Eu já ia surtar! Pode?

Então, por hoje é só! Ficarei feliz se tiver comentários!