domingo, março 26, 2006

Para o anônimo que comentou dia 23 de março

Olha só, fico feliz que você esteja lendo meu blog e tenha comentado, foi pra isso mesmo que eu criei. Quero que as pessoas que sofrem como a gente possam ler também e melhorar do problema, para ter qualidade de vida e viverem bem. Não dá pra viver com medo, com medo de ficar mal, de vomitar, de ficar doente... de morrer, sei lá. Quando conversei sobre isso com a minha psiquiatra, que eu chamo carinhosamente de psi, ela me disse apenas: "Qualquer tipo de medo impede a gente de viver bem. O pior é o medo de morrer, que é a mesma coisa que o medo de viver. O teu medo é ruim, te gera muitos outros medos que te atrapalham, te deixam deprimida e triste, essa é a vida que tu quer ter? Eu vou te ajudar a passar por isso, mas tu me ajuda também"

E acredita, eu me sentia como tu relatou. Também era desde pequena emetofóbica, mas nunca tinha atrapalhado minha vida. Até que passei por um episódio horrível envolvendo vomitar (poucos meses atrás) que foi o caos, fiquei mal, muito mal. E desde então eu tinha uma vida insuportável. Acordava enjoada, com náusea, sem vontade de sair da cama, de me arrumar, de não fazer nada. Surtava e ficava desesperada quando saía pra trabalhar, precisei me afastar do trabalho. Sentia náuseas o dia todo, simplesmente não conseguia dormir, ficava mal, passava noites em claro, me afastei de todos os meus amigos (porque não conseguia sair) e me tranquei em casa. Não conseguia sair de casa, não conseguia falar com ninguém, comecei a perder cabelo (porque quase não comia nada por medo), tinha medo de tudo, só tomava água e vivia de sopas. Um horror. Ficava irritada fácil e passava muito tempo triste, triste mesmo.

Então resolvi abrir os olhos e vi que eu não podia estar bem e resolvi fazer alguma coisa. Primeiro comecei a botar na cabeça que eu ia sair dessa, mas só isso, embora ajudando, não estava sendo no ritmo que eu precisava, eram avanços muito lentos, lutas internas pra me convencer de que eu não tinha nada e era só psicológico. Então resolvi ir na psiquiatra. E desde então tenho observado muitos avanços. Me sinto mais animada, me sinto bem comigo mesma, tenho conseguido sair de casa, já fazem dois meses que não tomo plasil. Ando com saco plástico e plasil comigo, mas não uso e as vezes até me esqueço que estão comigo onde eu vou.

Então eu posso te dar um conselho de quem passou/está passando por isso: procure ajuda. Comigo isso funciona, eu posso falar sobre meus medos e tudo e discutindo isso eu começo a perceber que tenho que relaxar e ver que eu sou mais forte que tudo isso. Não digo que é fácil, tenho recaídas, fico mal as vezes, mas não tenho náuseas todos os dias, 24 horas por dia. Não deixo mais de comer. Vou tentando sair dessa, vou procurando caminhos e sei que tenho ajuda. É bem mai sfácil quando alguém te escuta e não te recrimina, apenas te questiona e te ajuda só pelo fato de te ouvir e se mostrar interessado em te ajudar. E alguém neutro.

Espero que tu consiga ficar bem, como eu tenho conseguido. E fale aqui comigo, sempre que precisar. Ahh, e pode ter certeza de que não está sozinho(a). Muitas pessoas sofrem com isso, mas isso tem cura e eu espero que tanto eu quanto tu possamos chegar lá. E ajudar outros que passam por isso.

Fique bem. Torço por ti!

8 Comments:

Blogger Tatiana said...

Oi Meu nome e Silvia, tenho tido enjoos ha 2 meses, e insuortável, já tive quardros de depressão e sindrome do pânico, mas enjoos desse jeito nunca, já estive em uma neuro, gastro, psiquiatra, todos dizem que e psicilogico, agora vou fazer uns exames de sangue, mas minha médica falou que não vai dar nada. O problema e que não consigo acreditar que seja pscicologico, como uma pessoa dormir e acordar enjoada? MAs estou procurando ajuda, vou a um homeopata e uma psicologa, vamos ver o que vai dar. Vc pode me dar algumas dicas de como vc consegue esta conseguindo superar isso? Agradeço.

9/12/09 12:31  
Anonymous Nathi said...

Olá... Não sei se você ainda entra no blog, mas gostaria de saber de que forma conseguiu tratar suas náuseas, sofro a três meses com isso e começou do nada e tem acontecido todos os dias, já larguei meu trabalho porque não conseguia fazer meu serviço direito e tomo remédios pra náusea quase todos os dias.
Já fiz exames de sangue, de fezes, endoscopia e ultrassonografia total e nada foi descoberto, meu organismo é perfeito, segundo os médicos.
Mas continuo passando mal e com medo de sair de casa e além das náuseas, tenho dores abdominais terríveis, amanhã vou procurar uma psicóloga, mas gostaria de saber como você está fazendo para se controlar?
Obrigada

31/5/11 20:14  
Anonymous ANA CARLA said...

oi meu nome é Ana tenho um problema parecido com o seu .TENHO MEDO DE COMER FORA DE CASA.TIPO TRAVA! AI DECIDI QUE ERA COISA DA MINHA CABEÇA.MELHOREI GRAÇAS A UM NAMORADO QUE CONHECI... SÓ ELE QUE ME ENTENDE(OU PELO MENOS TENTA ! RSRSRS)...NO TEMPO EU ME SINTIA UMA DROGADA TOMANDO PLASIL,E DESCOBRI OUTRO REMEDIO MAS FRACO DO QUE ELE E O DRAMIN POIS FUI PARA UM MEDICO E ELE ME DISSE QUE ESSES REMEDIOS DAVAM ESSE EFEITO COLATERAL MESMO,AS VEZES TENHO UMA RECAIDA MAIS TENTO E ENFRENTO.SEJA O QUE DEUS QUISER ...BOA SORTE,ADOREI O BLOG BJUS

25/6/11 22:11  
Blogger Mel Xavier said...

Oi Nathi
Espero q esteja melhor.
Vc pode estar com sindrome do panico.
Tenho emetofobia

Entra no meu blog pra conhecer.
Www.medodevomitar.blogspot.com.br
Bjo

8/4/13 01:26  
Blogger Patricia Fernandes said...

Queria tomar um dramim meu esposo esta me desprezando e queria dormir umas 20 horas me ajudem

6/1/15 21:35  
Anonymous Anônimo said...

Vc tem que se amar acima de td, se ele te despreza é que ele não está merecendo vc.

17/12/15 16:43  
Anonymous Anônimo said...

Dramin da onda sim

1/12/16 09:53  
Anonymous Anônimo said...

É horrível se sentir desprezado, também tomo Dramin quando me sinto assim sozinha, uns 4 ou 6 já bagunçam minha mente.

1/12/16 09:55  

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